Por Alex Galindo,
Para minha mãe Marly Galindo, e todos os amados aqui mencionados
Sou filho de um pai ateu e uma mãe
crente. E a despeito de sua falta de fé, meu amado pai nunca se opôs que eu
fosse à igreja ou a acampamentos evangélicos (ele até mesmo me levava para tais
lugares). Mas se eu perguntasse para ele sobre Deus ele expressava a sua fé.
Ele era um cara de um QI elevadíssimo, considerado superdotado. Um autodidata.
Ele contudo sofria constantemente com sua timidez e com sua depressão. E ele
desejou (e verbalizou) o seu desejo de que eu fosse diferente dele. Por isso
não se importava em pagar o preço que fosse para que eu passasse as férias
inteiras em acampamentos e atividades sociais.
Para minha mãe Marly Galindo, e todos os amados aqui mencionados
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| Professora Marly Galindo |
| Fogueira no Acampamento Boas Novas |
Nasci no mesmo ano que meu
vizinho do 9º andar, o Magrão (Marcelo Pall). A tia Célia, sua mãe, e a tia
Ceili (evangélicos presbiterianos) me convidaram para ir com o Magrão em um
acampamento interdenominacional chamado Acampamento Boas Novas. E lá fui por
várias férias desde os meus 8 anos. Lá ouvi as primeiras histórias da Bíblia. Ouvi
meu primeiro chamado a ser pescador de homens. Ouvi sobre Daniel e seus amigos
e várias outras histórias que me pareciam às vezes encantadoras, às vezes
absurdas. Contudo eu tive não só contato com histórias “exóticas”, mas eu
entendi e testemunhei que existia o sobrenatural. Foi lá que aprendi a amar a
Cristo.
Minha amada mãe então desejou que
eu tivesse contato com alguma igreja. E comentando com uma colega de trabalho,
Heldy Cardoso, recebeu um convite: "Traga seu filho vestido com 'roupas de
igreja' aos sábados que eu levo ele pra igreja e trago de volta". Assim, essa
boa mulher fez por um bom tempo me levando na igreja adventista de Moema em São Paulo. Eu, criança, não entendia tudo, mas gostava da
escolinha sabatina.
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| CoASA |
Alguns anos mais tarde, na 4º série do Ensino Fudamental eu
“briguei” com uma professora de português e quis mudar de escola. Heldy então
me convidou para estudar na escola onde seu pai era diretor, o Colégio
Adventista de Santo Amaro. Assim meu contato com a Igreja e sua mensagem foi se
intensificando.
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| Pr Giliard G. Ferreira |
Quando cheguei ao colegial, minha
mãe quis que eu fizesse uma Escola Técnica. E como era professora do UNASP
campus São Paulo, “sugeriu” que eu fosse lá estudar. Eu fui um pouco reticente
no começo pois meus amigos permaneciam no antigo colégio. Mas nada poderia ter sido
melhor. Lá eu tive um professor que teve um grande impacto em minha vida.
Pastor Giliard Ferreira, que nos dava aula de religião de uma forma divertida e
viva. E no 2º Colegial ele me convidou para estudar o Apocalipse. No fim do
semestre só eu estava frequentando às aulas no horário oposto às aulas (eu
estudava a tarde e o estudo bíblico era de manhã). Que dias foram aqueles! Como
que um véu que se retirava sobre meus olhos, ou como uma realidade oculta que
se descortinava a cada quarta feira, eu saía da sala de estudos com a certeza
cada vez maior da realidade da verdade bíblica. As coisas passaram a fazer cada
vez mais sentido e eu, no dia 26 de novembro de 2005 entreguei minha vida a
Cristo por meio do batismo. Graças ao trabalho do Pr Giliard e de todas essas
pessoas que foram instrumentos da Verdade. Graças ao Senhor
que me chamou das trevas para sua gloriosa luz.
Trabalhei alguns anos como
analista de sistemas. É uma área onde se faz coisas interessantes, uma área
onde há muito emprego e ganha-se bem. Mas esse nunca foi meu sonho. Desde
criança ouvi o chamado para ser “pescador de homens”. Entendi que “tudo o que
não é eterno é eternamente inútil”. Vim então estudar teologia pra realizar um
sonho: de poder ser para outros jovens, o que esse jovem pastor foi em minha
vida.
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| Renan, Isabelle e Palloma quiseram também entender o Apocalipse |
Nada me dá mais prazer do que
poder partilhar dessa alegria com crianças, adolescentes e jovens. E o Senhor já
me concedeu o prazer de partilhar disso com vários amigos, Bárbara Almeida,
Rafael Franscechetti, Palloma Mendonça, Isabelle Loraschi, Nath Castelo, Rafa
Kenji... Isso só pra mencionar os alunos de ensino médio. Além de 40 jovens
numa clínica de dependentes químicos, centenas de crianças nas diversas escolas
cristãs de férias que ajudei a organizar. Ainda há tantos outros amados
“filhos” espirituais dos quais tive a alegria de partilhar das Boas Novas e da
breve vinda de Cristo Jesus. Não digo isso para minha glória, mas como estímulo a todo aquele que tem esse mesmo sonho.
Esse é meu sonho: De ensinar. Ensinar sobre esse assunto que, qual nenhum outro, tem o poder de transformar toda a vida daquele que entende e crê.
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| Escola Cristã de Férias |
Se você deseja uma carreira sem
muitas glórias humanas, mas de muita satisfação eu te faço esse chamado de vir
comigo e transformar a vida de muitas crianças e jovens assim como essas tantas
pessoas mencionadas acima transformaram a minha.
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| Babi e Rafa Kenji |
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