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| "Hey there Delilah I'm a thousand miles away..." |
Ontem o professor Sérgio Festa numa digressão questionou:
Pode um peixe se apaixonar por um pássaro?
Pode! Claro! Mas onde eles vão morar?
É, meu amigo peixe, não sei se você já se apaixonou por um pássaro. Porém você tem que pensar muito antes de dar vazão ou não à essa paixão.
A definição de paixão é essa: um amor que gera sofrimento. E que sofrimento é namorar alguém que você vê raramente! Quanto maior a distância mais raro são os encontros. Como os seminários são afastados das cidades, a menos que você namore alguém que também estude lá, será um namoro a distância.
E isso tem de ser pensado. Alguns são mais racionais, outros são mais impulsivos. Contudo, quando se envolvem questões tão importantes como relacionamentos é preciso se pensar muito. Aos que arriscam cabe a alegria da superação ou a dor da decepção. Aos que não arriscam cabem a dúvida do "e se?" ou o arrependimento.
Todos já ouvimos o ditado: "atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher". Isso não é bíblico, mas é especialmente verdade no ministério. Uma mulher pode ser tanto a maior força ao lado de um pastor quanto a sua ruína.
Também é famosa a frase clichê: "A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande."
No fim das contas ela pode se provar ser a sua Raquel da qual muitos anos de trabalho foram como poucos dias, pois muito a amava. Ou pode se revelar ser a sua Dalila onde só depois de ferido e com os olhos vazados você enxergará que estava cegado pela paixão.
Você arriscaria?
P.S. Um amigo albanês sugeriu que no papo de um pelicano há bom espaço pra peixe! "Precisa ter bom papo". rs



